sábado, 12 de março de 2011

BAILE DA VIDA


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Encontro no Baile da Vida muitas pessoas que não dançam. Contemplo tantas outras que não escutam a música. E o mais absurdo é que há pessoas que não sabem que ali está acontecendo um baile. O que estará acontecendo com a raça humana perdida entre as paredes de sua Linguagem, de sua existência?

Por acaso não sabem que elas, de alguma forma, pediram para existir? Como?! Esqueceu da guerra épica entre milhões de espermatozóides por um único óvulo, elixir da vida? E tantos outros fatores que comprovam o desejo de ser, existir, viver. Mas muitos alegam que não tinham consciência. Entretanto, nenhum desses está escape de um anseio profundo por querer existir. Outros tantos, esses são numerosos, nem sequer assumem que há um Baile, onde há música, dança...

Vou para casa. Deito na rede, pego um café e descanso, pelo tempo que me é imposto não poderia gozar desse benefício, mas me imponho como forma de dizer quem manda, ao menos minimamente, em mim. Os pássaros lá foram conhecem o baile, escutam e dança ao ritmo da música. O vento, as folhas, a terra, as águas, todos eles seguem o mesmo regime das aves. Se muda o ritmo, eles logo se adaptam. Estão em harmonia com o Baile. Em suma, buscam-se a si mesmos todos os dias no Baile que nunca cessa.  Porque será que somente os humanos desaprenderam a magia do Baile?
 
Precisamos urgente uma conversão de nossas percepções. Reaprender a bailar, escutar a música. Paramos em contingências tão supérfluas e medíocres que nos roubam a sensibilidade para o essencial. Matamos as roseiras que haviam em nosso jardim, só porque em algumas madrugadas não nos surpreenderam com suas cores e fragrâncias. Nem percebemos que assim matávamos o belo que se ramifica em cada parte de nosso ser.

Se em teu olhar não há nenhum indício de Baile, grita ao teu coração que toque algumas notas musicais e ensaie alguns passos para que rememore o modo como a alma bailava

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